Falar de Sport Club Corinthians Paulista no Campeonato Brasileiro não é simplesmente falar de números, estatísticas ou tática. É falar de alma, de coração na ponta da chuteira e de uma Fiel Torcida que joga junto os 90 minutos. O Alvinegro do Parque São Jorge não é apenas um participante da história do Brasileirão; o Timão é o verdadeiro dono da era moderna da competição. Com sete taças da Série A na nossa galeria, nós aprendemos o caminho das pedras a partir de 1990 e viramos especialistas em calar a boca dos secadores e erguer o troféu mais cobiçado do país.
Para quem gosta de ver o tamanho do nosso peso pesado no cenário nacional, a tabela abaixo resume os anos em que a nossa Favela explodiu de alegria na primeira divisão, os comandantes que entenderam o que é o Corinthians e os monstros sagrados que honraram o manto em cada conquista:
| Ano | Técnico Campeão | Vice-campeão | Quem Carregou o Piano (Jogadores Destaques) |
| 1990 | Nelsinho Baptista | São Paulo | Neto, Ronaldo Giovanelli, Wilson Mano, Tupãzinho |
| 1998 | Vanderlei Luxemburgo | Cruzeiro | Marcelinho Carioca, Edílson, Rincón, Vampeta |
| 1999 | Oswaldo de Oliveira | Atlético-MG | Luizão, Marcelinho Carioca, Vampeta, Dida |
| 2005 | Antônio Lopes | Internacional | Carlos Tévez, Nilmar, Carlos Alberto, Fábio Costa |
| 2011 | Tite | Vasco | Danilo, Paulinho, Emerson Sheik, Liédson |
| 2015 | Tite | Atlético-MG | Renato Augusto, Jadson, Elias, Gil, Vagner Love |
| 2017 | Fábio Carille | Palmeiras | Jô, Rodriguinho, Balbuena, Guilherme Arana, Cássio |
Bora revirar o baú de memórias e reviver cada uma dessas batalhas épicas que transformaram o Corinthians no legítimo Heptacampeão Brasileiro. Segura o coração!
O Despertar Nacional: O Primeiro Título Brasileiro em 1990
1990: O Esquadrão de Neto e a Conquista do Fiel Tabuleiro
A gente sabe como era: até o começo dos anos 90, a imprensa caía matando dizendo que o Corinthians só mandava no estado de São Paulo. Mas o grito que estava preso no peito do bando de loucos explodiu com força total em 1990. O mestre Nelsinho Baptista montou um time de operários, que não tinha o favoritismo dos engravatados, mas tinha uma raça que sobrava dentro de campo.
E o que falar do Craque Netoquela campanha? O Xodó da Fiel jogou por música! O cara batia falta como quem coloca a bola com a mão e carregou o Corinthians nas costas contra o Atlético-MG e contra o Bahia. Na grande final, o destino quis que o adversário fosse o São Paulo. Duas vitórias maiúsculas por 1 a 0 no Morumbi lotado. No jogo decisivo, Wilson Mano brigou, e o Talismã Tupãzinho empurrou para as redes para selar o primeiro Brasileirão da nossa história. Ali, a Fiel tomou o Brasil de assalto com Ronaldo Giovanelli garantindo tudo lá atrás!
A Hegemonia do Fim do Milênio: O Bicampeonato Histórico (1998-1999)
1998: O Futebol Espetáculo de Luxemburgo e o Trio de Ouro
Se em 90 foi na raça pura, em 1998 o Corinthians montou uma verdadeira máquina de jogar bola. Sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, o Timão humilhava os adversários com um futebol ofensivo, envolvendo a marcação adversária com muita facilidade e dando gosto de assistir na arquibancada. Ninguém conseguia parar aquele meio-campo lendário.
A espinha dorsal tirava o sono de qualquer rival: Freddy Rincón mandava no setor defensivo com a elegância de um monarca; Vampeta e Ricardinho davam dinamismo para o jogo; e lá na frente, Edílson Capetinha infernizava as defesas enquanto o Pé de Anjo, vulgo Marcelinho Carioca, guardava gols antológicos de falta e de bola rolando. A final contra o Cruzeiro precisou de três jogos, mas no último duelo, no Morumbi, o Corinthians passeou: 2 a 0, gols do Capetinha e do Marcelinho, e a faixa de campeão no peito.
1999: A Manutenção do Topo e a Consagração com Oswaldo de Oliveira
Em 1999, o recado para o resto do Brasil foi curto e grosso: o topo do país tem dono. Mesmo com a saída de Luxemburgo para a Seleção, o auxiliar Oswaldo de Oliveira assumiu a bronca e manteve a engrenagem voando baixo. Para melhorar o que já era espetacular, o elenco ganhou o faro de gol implacável de Luizão e as defesas milagrosas da moralha chamada Dida.
O Brasileirão de 99 foi um verdadeiro monólogo alvinegro. Lideramos a primeira fase inteira de ponta a ponta. Na grande final, enfrentamos o Atlético-MG em três batalhas de tirar o fôlego. No jogo derradeiro, aquele empate nervoso por 0 a 0 no Morumbi carimbou o nosso primeiro bicampeonato consecutivo. Luizão brotou quando precisava, Marcelinho desequilibrou e a Fiel comemorou o tri mostrando quem manda no pedaço.
Turbulência, Investimento e Glória: O Título da Era MSI em 2005
2005: A Conquista da Parceria Internacional e o Brilho de Tévez
O tetra em 2005 veio do jeito que o corinthiano gosta: com muita intensidade, polêmica, drama e um futebol avassalador que calou o choro dos rivais. Com a grana da parceria com a MSI, o Parque São Jorge virou destino de craques. Mas ninguém entendeu mais o espírito de luta do clube do que um gringo: o argentino Carlos Tévez. O cara jogava com a faca nos dentes e conquistou o bando de loucos na primeira dividida.
Na reta final do campeonato, sob o comando do “Delegado” Antônio Lopes, o Timão amassava quem via pela frente. O ataque com Tévez e Nilmar destruía as zagas adversárias, alimentados por Carlos Alberto e Roger. Quem não lembra do eterno 7 a 1 contra o Santos? Foi um chocolate inesquecível! Mesmo com a choradeira do Internacional por causa da arbitragem na “Máfia do Apito”, o Corinthians mostrou em campo quem jogava o melhor futebol do continente. O título veio na raça em Goiânia, erguendo o caneco com toda a justiça do mundo.
A Era Tite: Organização, Tática e Domínio Total (2011-2015)
2011: Emoção Absoluta, Homenagem ao Doutor e a Redenção Alvinegra
O pentacampeonato de 2011 é aquela conquista para contar pros filhos e netos chorando de emoção. Foi o início de uma era sagrada com o técnico Tite. O comandante montou um time cascudo, que jogava pelo companheiro, defendia como se a vida dependesse disso e atacava de forma cirúrgica. Ralf e Paulinho engoliam o meio-campo, Danilo dava a cadência de mestre, e Emerson Sheik e Liédson resolviam lá na frente.
A reta final foi um teste cardíaco contra o Vasco. Mas o destino reservou o desfecho mais corinthiano possível: naquele domingo decisivo contra o Palmeiras, o mundo chorava a perda do eterno Doutor Sócrates. Antes do apito inicial, a imagem dos jogadores e da torcida com o punho cerrado no Pacaembu arrepiou até o mais frio dos homens. Em campo, o Corinthians segurou o empate por 0 a 0 contra o arquirrival e garantiu a taça para o Doutor. Foi lindo demais!
2015: O Auge dos Pontos Corridos e o Meio-Campo Perfeito
Quatro anos depois, Tite voltou para dar uma aula de futebol moderno no Brasileirão de 2015. O Corinthians não apenas ganhou o campeonato; o Timão desfilou em campo. Foi o futebol mais vistoso, envolvendo a marcação adversária com muita facilidade, envolvente e inteligente da era dos pontos corridos no Brasil.
O que jogaram Renato Augusto e Jadson naquele ano não tá escrito em nenhum gibi! Era uma dupla cerebral: Renato flutuava no campo com uma classe absurda e Jadson distribuía assistências e gols de falta como queria. Conduzidos pela intensidade do monstro Elias e pela segurança do zagueiro Gil, o Corinthians sobrou tanto que foi campeão com várias rodadas de antecedência. E para fechar com chave de ouro, o chocolate por 6 a 1 em cima do São Paulo com o nosso time reserva carimbou a nossa melhor campanha da história nos pontos corridos, somando impressionantes 81 pontos.
A Força do Coletivo: O Heptacampeonato em 2017
2017: Da “Quarta Força” à Invenção do Primeiro Turno Perfeito
No começo de 2017, a dita “imprensa especializada” resolveu rir da nossa cara devido às mudanças no elenco. Apontaram o Corinthians como a “quarta força” do estado de São Paulo, dizendo que o time ia brigar para não cair. Mal sabiam eles que o estreante Fábio Carille ia pegar esse desdém e transformar em combustível puro para fechar o elenco.
O troco veio da forma mais avassaladora possível. O Corinthians fez o melhor primeiro turno da história do Brasileirão: invicto e patrolando todo mundo. Com a segurança absurda do paraguaio Fabián Balbuena na zaga, o futebol iluminado de Rodriguinho e o faro de gol do artilheiro Jô (que guardava gol em todo clássico), o Timão segurou o rojão no segundo turno e soltou o grito de Heptacampeão com autoridade. Mais uma vez, provamos que a camisa do Corinthians e a força da Fiel quebram qualquer previsão de prancheta.
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